Aqui viveu e morreu o senador romano Caio Júlio Lauro, fundador da Lourinhã.
No séc. XII, os Templários vindos à descoberta dos antigos lugares sagrados dos Celtas, encontraram a Moita Longa e aqui permaneceram até 1312, numa altura em que estas terras transitaram para a coroa Portuguesa, no reinado de D. Dinis.
Em 26 de Junho de 1493, por razões ainda mais misteriosas, desloca-se à Moita Longa el-rei D. João II e em 1526 Gil Vicente escreve o “Templo de Apolo” onde numa clara alusão ao Arco da Moita Longa e aos Templários, cita que o Sol nasceu na Lourinhã e as febres em Tomar.
Esta que foi uma das maiores matas reais de Portugal foi doada em 1533, por D. João III ao juiz da Alfândega de Lisboa André da Silveira do Pó, e seu irmão, Gaspar de Seixas, elabora em 1571 o alvará de licença de impressão de “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, discípulo de Gil Vicente e parente dos senhores da Moita Longa.
A partir de 1586 aqui ficou hospedada D. Brites Brandoa, padroeira do Convento de Santo António da Lourinhã, a convite de seu primo Francisco de Brito, senhor da Moita Longa, fundador e primeiro provedor da Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã.
Em 1650 é instituído o morgado da Quinta da Moita Longa pelo Reverendíssimo Bispo João Delgado Figueira, fundador do Conselho Ultramarino criado por D. João IV após a Restauração de 1640.
Cento e cinquenta milhões de anos é o tempo que nos separa das marcas do Jurássico superior que se encontram ao largo das praias da Lourinhã e que se podem testemunhar através de visitas guiadas. Uma espécie de incentivo para que se viva apaixonadamente o Museu dos Dinossauros da Lourinhã, onde se encontra a maior colecção ibérica de fósseis de dinossauros do Jurássico superior, os mais antigos embriões de dinossauros de todo o mundo e o segundo maior ninho de dinossauros do mundo, com mais de cem ovos.